sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Sonho bom

Sonho bom. E se a realidade não é tão boa, a gente deita e sonha. Pode-se ir a qualquer lugar, a qualquer hora e com quem quiser. Lá é você quem escolhe, e se ainda sim não for como se quer, pode-se voltar atrás e imaginar de novo. Do seu jeito, é você quem sabe. Lá se é livre. Imagine, solte-se, vá explorar esse mundo de sonhos; ele é todo seu. Momentos perfeitos, sorrisos inabaláveis, ainda mais se imaginados juntos. Afinal, a melhor imaginação é aquela a dois. E sempre se acaba gostando de todo esse afeto que se pode ter, da forma que quiser, o quanto quiser. E, sabe às vezes tudo o que a gente precisa é de um pouco de carinho, um carinho compartilhado. Talvez um abraço que te acolha, que te proteja. Um abraço tão apertado que te faça esquecer todo o resto, por um momento. O nosso momento.
Pois quando se está lá não se sabe o que é tristeza nem por um segundo. E depois quando se volta ao real, não é assim tão triste mais. Ainda se dá aquele suspiro de felicidade, o suspiro de que, esse sim, foi um sonho bom.

Daniella Isadora

domingo, 6 de janeiro de 2013

Talvez

Talvez. Talvez eu me canse de você. Talvez, só talvez. Talvez eu enjoe de tantos abraços, carinhos trocados com tanto amor. Talvez eu enjoe dos beijinhos selados, às vezes roubados que você me tirou. Talvez eu não queira nas manhãs de domingo, com a chuva caindo, ao seu lado acordar. Talvez eu não goste de nas tardes sol sair contigo para dar umas voltas, passear. Talvez eu não goste que me carregue nos ombros, me pegue no colo e diga que aposta que dos seus braços não saio. Talvez eu nem goste, ou talvez não me importe se não me soltar. Talvez eu não veja, ou talvez eu nem entenda o quanto é bom ao seu lado estar. De ser sua companheira, amante, enfermeira, amiga e babá. Talvez, quem sabe. Mas talvez, só talvez.

Daniella Isadora

 

sábado, 5 de janeiro de 2013

Nostalgia

Nostalgia. E de repente tudo muda sem nada mudar. Não sei se é só uma solidão inflamada ou um vazio de um sonho que dói por até hoje não poder ter acontecido. Não, um sonho não... Talvez um forte desejo de se viver momentos comuns, vividos no cotidiano de todos, menos no seu. Sentir-se feliz como nunca antes por apenas pequenos momentos de afeto, demonstrações banais de carinho. Sim, não é nada demais, aquele mesmo feijão com arroz de sempre, mas que por instantes te faz lembrar de um vazio, que ate hoje não foi preenchido. Uma fome nunca saciada. Os mesmo vazios de antes, só que despertados em circunstâncias diferentes, com efeitos diferentes. Ora te faz sentir um vento gelado por dentro e quando se dá conta um sorriso bem escondido aparece; ora te afoga num mar de nostalgia. É isso, nostalgia. Sensações antigas mascaradas das mais diversas formas, descobertas no dia-a-dia de alguém que ainda não vivenciou instantes de felicidade saciada.
Daniella Isadora

Obsessão.

Obsessão. Talvez seja essa a palavra que melhor associe pensamentos vagos e noites de insônia. Ou não. Longe de verdades absolutas, apenas meras discussões entre partes inconscientes que tentam chegar a um consenso sobre as mais diversas possibilidades de se conquistar algo, propriamente dito como indomável e sem menor valor, mas que afinal, ainda sim é dada extrema importância e não se sabe por quê. E assim, nesse duelo de idéias, contradições e incertezas surgem caminhos que vão de lugar nenhum a lugar algum. Confúsio? Talvez... Mas então qual seria a possível causa de pensamentos tão inconstantes? Repito: obsessão! 
Daniella Isadora
"Não se perde o que não se tem.” Mas e se... tem-se, mas não se sabe ? E se a chance foi perdida por medo ou por não conseguir enxergá-la, por não acreditar que ela existisse. O tempo passa e nunca irá saber o que era pra ser feito realmente ou não. E aí, surgem aquelas pequeninas coisas que nos tiram o sossego; coisas essas que chamamos de dúvidas.
Quando não se sabe mais o que se sente, não se sabe o que fazer com tudo aquilo que já passou, mas que ainda permanece em sua m
ente. O cansaço da espera já tomou conta de você, mas ainda sim, não se quer desistir. Há um fio de esperança que o sustenta e isso é o bastante para suportar qualquer dor. A ausência o consome, mas o abraço o conforta. Resgatando forças através das lembranças. Um vento gelado assopra em seu coração nesse momento. Sente-se navegando em um mar de memórias, e isso lhe enfraquece; lhe falta o ar. Chuvas de lágrimas acompanham-lhe pelo longo caminho através dos monstruosos sentimentos. Mas espere... finalmente você consegue ver o horizonte, pode-se ver o sol se pondo e isso te acalma, te dá paz. Aparece então, um sorriso em meio às lagrimas e se renova a esperança de lutar pelo que se quer. 

Daniella Isadora